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Elas
estão em todos os lugares: nas saias, nos xales, nas mantas
de bebê, em cortinas, em ponchos, em blusas, em decotes,
em calças compridas, etc.
Ficam
lindíssimas costuradas na perna das calças compridas
normais (altura da canela, em camadas). Também podem ser
colocadas, simples ou em camadas, ao redor de decotes V ou de
decotes Canoa e Redondo. Podem ser feitas com brilho (lurex) para
a noite, costuradas até sobre Jeans. Você pode até
acrescentar franjas à uma roupa "só para um
momento" podendo depois retirá-la daquela roupa sem
problema algum; isso poderá valorizar muito aquela blusa
antiga dando-lhe um aspecto de novinha (tirada de uma vitrine!)...
Mas
a colocação de franjas pelo sistema manual é
extremamente lenta, trabalhosa. Mas com a máquina de tricô......
tudo fica muito mais fácil, rápido, prazeiroso e
bonito!
Estamos disponibilizando GRATUITAMENTE o passo a passo para você
aprender a fazer Franjas. Se desejar,
Veja
AQUI
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Quando
lidamos com o tricô, principalmente o de máquina,
devemos adquirir fios especialmente produzidos para ela: são
os fios em CONES. E são em cones porque o consumo da máquina
é muito veloz, ou seja, a máquina puxa o fio muito
rapidamente e, por isso, pequenas quantidades (como as de novelos)
são inadequadas: haveria excesso de emendas, risco do trabalho
cair da máquina (ao final de cada novelo), etc.
Um
outro detalhe: os fios apropriados para utilização
em máquinas têm muito a ver com o tamanho das agulhas
das máquinas e, ainda, com a distância que existe
ENTRE elas. Isso é fácil de entender: se a agulha
é fininha, não conseguirá fazer o ponto com
um fio grosso, maior que ela. Se uma agulha estiver muito pertinho
da seguinte, não vai caber um fio grosso ENTRE elas. Se
uma agulha for muito grande, um fio fininho vai ser pouco e a
malha ficará como uma rede de pescar. Se as agulhas estiverem
muito longe umas das outras, o fio fino não conseguirá
fechar, tapar, ocupar este espaço e a peça ficará
também muito aberta e transparente.
Existem
máquinas com agulhas pequenas e bem juntinhas: são
as máquinas industriais; e existem máquinas com
agulhas grandes e bem afastadas umas das outras, para tecer com
fios grossos (as mais conhecidas são os modelos Lanofix
SK-155 e Elgin KX 350).
As
máquinas de tricô de 200 agulhas são médias:
as agulhas são de tamanho médio e a distância
existente ENTRE as agulhas também é considerada
média. Assim, os fios adequados são os fios médios:
são esses fios que cobrem bem a distância, os vãos
existentes entre as agulhas da máquina e são esses
fios que dão um bom tamanho de ponto quando tecidos pelas
agulhas médias. E como se conhece a espessura do fio?
Dentro
dos cones, olhando-os por baixo, deve haver uma etiqueta onde
têm que estar as especificações técnicas
do fio, algo como 2/28, 2/30, 2/32, 3/15, 4/20, 4/28, 3/16, etc.
E o que quer dizer essa especificação?
TORCENDO
FIOS: se você pegar um pedaço de fio preto e outro
de fio branco, e ficar torcendo-os para se enrosquem um ao outro,
obterá um fio só, mesclado (preto e branco, claro).
Quanto mais torcer, mais apertada ficará essa torção
e o fio mesclado parecerá mais FINO. Certo? Vamos imaginar
assim: você junta dois fios e torce-os 4 vezes. Terá
um fio grossinho. Aí decide torcê-lo até ter
10 torcidas: já terá um fio mais junto. Se ficar
torcendo-o por 50 vezes, terá um fio bem mais fino.....
O
número que existe DEPOIS da "/" indica a torção
(a grosso modo, para facilitar o entendimento): o 2/28 tem 28
torções, o 2/30 tem trinta torções,
o 3/15 tem 15 torções. É por isso, que quanto
MAIOR o número depois da "/", mais fino será
o fio! Fácil, não? Mas ainda temos mais um detalhe!
O número ANTES da "/"!
Este
é simples: ele indica QUANTOS FIOS foram juntados para
serem torcidos. Quando você juntou o fio branco e o preto
para torcer, estava na verdade produzindo um fio 2/......(número
da torção). Se você juntasse um fio branco,
um preto e um vermelho, por exemplo, estaria fazendo um fio 3/.....
(número da torção). Esses fios que as fábricas
JUNTAM para torcer e assim formar o fio que você vai usar
na máquina nós chamamos de CABOS, só para
facilitar.
Agora
sim! Um fio 3/15 significa que é um fio formando por 3
cabos, com torção 15. Um fio 2/30 é formado
de 2 cabos com torção 30. Nós desenrolamos
alguns fios para que você veja isso bem:
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Fio
3/15 (de verão) |
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Fio
3/15 (de inverno) |
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Fio
2/28 (de inverno) |
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Fio
4/28 (de inverno) |
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Agora
vejamos o que devemos usar na máquina de tricô
média, de 200 agulhas:fios 3/15 dão uma espessura
ótima. Fios 2/28 devem ser usados 3 fios juntos (no
ponto meia), o que daria algo como 6/28.... O fio 4/28 pode
ser usado junto de outro fio 2/28, formando o mesmo "6/28"
que temos quando usamos 3 fios 2/28 juntos.
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Modelo
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Fresquíssimo: fio 3/15 (de verão) |
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Mas
note que 3 fios 2/28 juntos dão uma espessura levemente
maior (muito levemente) do que um fio 3/15. Para termos
a mesma espessura de um 3/15 deveriamos usar 3 fios 2/30
(levemente mais torcidos que o 2/28). Mas as peças
tecidas com 3 fios 2/28 juntos ficam muito bonitas, com
uma textura firme, densa, excelente. Pode utilizá-los,
em trabalhos tecidos só com a máquina, sem
qualquer problema.
Blusa simples (modelagem reta) tecida com
fio 2/28 (de inverno), 3 fios juntos; a textura é
correta, o toque excelente, o aspecto da malha é
perfeito.-->
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Caso tenha qualquer
dúvida contate: info@tricocursos.com.br
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Quando a TV, os jornais, e a própria internet, comentam que as bolsas sobem ou descem, que a crise atingiu esta ou aquela empresa, por um certo impulso geral todos nós pensamos melhor na hora de comprar, gastar, investir. É uma reação de medo, de preservação do que temos e, claro, que não queremos deixar de ter.
É instintiva a reação de preservação; mas, ante a possibilidade de uma crise, é preciso muito mais do que isso. É preciso pensar e avaliar até o improvável: a sobrevivência de empresas (que pode ser difícil), o emprego (que pode não existir), o salário (que pode ser menor), etc. Pensar nisso é NECESSÁRIO, sem se deixar contaminar pelo alarmismo.
As pessoas, TODAS, devem planejar alternativas, soluções, atitudes, saídas, mudanças, opções. Como se faz isso? Analisando, preparando-se para a crise, planejando, estudando. Da mesma forma que você investe na melhor educação possível para um filho, preparando assim o futuro dele, deve planejar e investir no que pode ser o seu próprio futuro. Ter uma segunda opção de trabalho; saber mais que uma atividade, ter uma renda paralela à sua principal, contar com a família numa atividade alternativa que, exercida em conjunto, pode ser uma solução ao desemprego.
Estamos falando de tricô a máquina? Estamos. Se a sua paixão for o tricô, estamos. Se a sua tendência for o tricô, estamos. Mas o mesmo vale para quem tem paixão por costura, por crochê, por bordado ou por qualquer outra atividade própria (artesanal ou não). Vale a idéia de planejar alternativas familiares próprias que possam fornecer uma renda extra (esperamos que não precise ser a única...).
No que nos diz respeito, ressaltamos que este é o momento certo para planejar seu tricô a máquina. É no tempo da bonança que devemos nos preparar para os tempos difíceis (mesmo esperando que não cheguem). Agora é o tempo para você cuidar da sua máquina, deixá-la em perfeitas condições de uso. Este é o momento para fazer ou refazer seu estoque de fios (vale até ganhar fios como presente de Natal!), esta é a época ideal para você aprender a usar a máquina (manejo) sem filas ou horários apertados, com professoras completamente disponíveis e... calmas; este é o momento certo para você aprender a produzir todo tipo de roupa, novas técnicas, novas modelagens, roupas ótimas (este é o objetivo do nosso curso de confecção; podemos, pois, ajudá-la muito nisso).
O tricô, quando bem feito, fruto da criatividade e do conhecimento, é uma excelente opção sempre. É verdade que requer tempo de aprendizado (da máquina, das matérias primas, do mercado e das técnicas de confecção), mas tem vantagens únicas (pode ser feito por uma só pessoa, não requer investimento em aluguel, transporte, energia, tem baixo investimento em equipamento, aprendizado e matérias primas, horário a escolher, etc). Além disso, pode até beneficiar mais que uma pessoa (alguém que se encarregue dos acabamentos ou das vendas, por exemplo).
Se você não é do ramo (ainda), mas acalenta o sonho de ser uma tricoteira, talvez este seja o momento perfeito para você investir a sério no seu sonho. A qualquer tempo, tudo o que gostamos de fazer, e fazemos bem, costuma ser fonte de renda, satisfação, realização pessoal e sucesso; em tempos de crise, isso pode fazer a diferença entre chegar ao destino ou naufragar no meio da tempestade.
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| O
TRICÔ A MÁQUINA VALE A PENA? |
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Desde
que compramos nossa máquina, sonhamos com o dia em que poderemos
tirar dela um pouco de lucratividade, seja para o nosso sustento
direto ou para ajudar no orçamento doméstico. Há,
claro, as pessoas que preferem pensar na máquina de tricô
como um hobby, uma distração. Mas a grande maioria
pensa a atividade de tricoteira como uma alternativa produtiva.
Analisaremos este aspecto, portanto.
As
etapas:
Como
em qualquer outra atividade, existem etapas que precisam ser vencidas
para que possamos realizar os nossos sonhos.
A
primeira delas é ter a máquina; pesquisar, escolher
o modelo adequado, os acessórios necessários. A segunda
etapa é aprender a usá-la (manejo); essa etapa é
importantíssima: vale a pena perder tempo, nela. Conhecer
bem a máquina, entender como funciona, o que são e
para que servem todos os botões e alavancas é decisivo
para o seu sucesso: quanto melhor souber utilizar os recursos que
a máquina oferece, melhor será a qualidade do seu
trabalho. A terceira etapa é extremamente prazeirosa: aprender
a confeccionar, na máquina, roupas bonitas e bem feitas que
agradem a você a às clientes que pretende ter. O quarto
passo é o decisivo: planejar (horário de trabalho,
divulgação, etc), organizar-se (tornar agradável
o local do seu trabalho, estipular seu estoque de fios, etc).
Os
tipos de tricô:
Assim
como existe o tricô à máquina e o tricô
à mão, existe também o tricô industrial,
o comercial e o artístico. O tricô INDUSTRIAL é
aquele onde a malha é tecida reta (como um tecido) e depois
cortada e costurada em máquinas apropriadas (interlocks,
overlocks, remalhadeiras, etc). Neste item encaixam-se as grandes
malharias e todas as pessoas que costumam fechar suas peças
com o uso de overlocks (por exemplo).
O
tricô ARTÍSTICO, como já dá para imaginar,
é o mais trabalhoso. Pode ser feito à mão ou
à máquina. Nesse item entram as roupas super trabalhosas,
aquelas que você só tece uma ou duas vezes (para uso
próprio, normalmente). A máquina de tricô permite
que sejam feitas peças realmente artísticas. Entretanto,
a produção delas é demorada, complexa e, por
isso, não é uma produção lucrativa.
Requer grande técnica por parte da tricoteira; normalmente
é feito, com sucesso, apenas por tricoteiras muito experientes.
O
tricô COMERCIAL é o que você pode, e deve, fazer
com a máquina de tricô: são as peças
que você tece com bom gosto mas de maneira menos complexa;
são bem feitas, nos padrões de tamanho comuns ao mercado
(estilo P-M-G, por exemplo), bem acabadas, bonitas e de excelente
aceitação pela clientela, razão pela qual dão
um bom retorno financeiro. São desse item as principais roupas
ensinadas no nosso curso (veja, no nosso site, item CURSOS, tudo
o que ensinamos). Se você pretende que sua máquina
de tricô lhe dê boa lucratividade, deve ater-se ao tricô
comercial, o que não impede que você teça, de
vez em quando, uma ou outra peça artística.
A
produção:
Uma
tricoteira, SOZINHA, é capaz de produzir PELO MENOS duas
peças prontas por dia, trabalhando meio expediente (por exemplo:
só à tarde); mas é possível tecer até
4 peças/dia, completas. Estamos considerando esse cálculo
em peças de médio consumo de tempo. Se tecer peças
rápidas, como o são as calças compridas e as
saias, essa produtividade aumenta consideravelmente. Imaginando
que você produza apenas DUAS peças por dia, e considerando
apenas 24 dias úteis no mês, isso resulta numa produção
de 48 peças mensais. Se
você tecer 3 peças por dia, sua produção
será de 72 peças ao mês. Se tecer 4 peças/dia
chegará a 96 peças por mês.
A
lucratividade:
Naturalmente
cada peça tem sua margem de lucro: uma BLUSA dá um
lucro, uma MEIA outro e uma CALÇA COMPRIDA outro ainda. Mas,
apenas a título de imaginação, para facilitar
nosso cálculo, pense num lucro líquido médio
de R$ 20,00 (normalmente esse lucro é maior), em cada peça
tecida. Note que estamos falando de lucro líquido, ou seja,
já deduzidos os custos com fio, elásticos, botões,
energia elétrica, etc., etc..
Tecendo
48 peças mês, seu salário seria de R$ 960,00.
Tecendo 72 peças atingirá R$ 1.440,00 e tecendo 96
poderá ter uma renda de R$ 1.920,00.
Se
o seu lucro médio for de R$ 22,00 por peça, 48 peças/mês
podem lhe dar um rendimento de R$ 1056,00; 72 peças dariam
R$ 1.584,00 e 96 peças resultariam em R$ 2.112,00.
Note,
portanto, que não se pode minimizar (desprezar, menosprezar)
o lucro individual de uma peça e muito menos pequenas diferenças
de R$ 2,00 ou R$ 3,00 no rendimento. No conjunto das peças/mês
o rendimento do tricô a máquina é bastante interessante.
O sistema de trabalho:
Se
você visa uma boa lucratividade, deve evitar trabalhar muito
por encomenda; melhor trabalhar com estoques.
Quando
uma cliente lhe pede uma roupa por encomenda, ela tem na cabeça
uma idéia exata daquilo que quer. Se a sua roupa não
ficar do jeito que imaginou, ela ficará levemente decepcionada,
mesmo que fique com a roupa que você produziu. Da próxima
vez ela vai ficar em dúvida sobre fazer uma nova encomenda
ou não. Mas se você tem um estoque de roupas prontas,
sua cliente vai VER a roupa antes de comprar, como numa loja! Vai
vestir (provar) e, servindo, você terá a satisfação
da sua cliente que acabará voltando, dentro de algum tempo,
para nova compra. Existe, ainda, a possibilidade dela ficar em dúvida
entre duas ou três peças e acabar levando mais peças
do que o previsto. Procure diversificar seu estoque no que diz respeito
a tamanhos e a tipos de roupa: tenha saias, calças, blusões,
blusas, meias, etc., nos principais tamanhos (dependendo do seu
mercado). Se trabalhar dirigida à crianças, certamente
os tamanhos 2-4-6 poderão ser os de melhor venda; se trabalhar
para adultos, logicamente os tamanhos P-M-G serão os de melhor
saida.
MERCADO:
Analise
o mercado próximo a você: se você for uma enfermeira,
por exemplo, certamente conhece muitas outras enfermeiras, médicos
e médicas. Logo, e como essas pessoas usam roupas brancas,
pode ser interessante ter um bom estoque de meias, calças
compridas, blusões e coletes brancos. Se você for escriturária,
secretária ou balconista, por exemplo, conhece pessoas de
sua atividade e sabe que elas precisam de roupas práticas
que combinem entre si, como saias, blusas, casaquinhos, coletes.
Se você tem uma filha adolescente, sabe que as amiguinhas
dela gostam de shorts mais curtinhos, mini-saias, tops, meiões,
etc.. As donas de casa têm um mercado amplo porque podem atender
às professoras da escola dos filhos, às amigas, às
vizinhas, etc.. Baseada no seu mercado, procure planejar bem o seu
estoque de roupas prontas.
DIVULGAÇÃO:
Você
e todos de sua família podem colaborar muito na divulgação
(propaganda) dos seus tricôs. Faça roupas super bonitas,
caprichadas, para seus filhos, para seu marido, para você
e para todos os demais membros da família. Faça-as
do mesmo tipo das que pretende vender (tricô comercial), ou
seja, não utilize o tricô artístico pois não
é ele que pretende vender. Tenha sempre à mão,
prontas, peças que você e os seus possam dar como presente
(aniversário, amigo invisível, etc): meias, luvas,
toucas de motoqueiro, tops, cigarreiras, bolsas. Coloque pequenos
cartões, nessas peças, com seu nome e telefone, assim:
"feito por Tânia - 1234-5678". Esses presentes vão
divulgar muito o seu trabalho!
O
tricô sob medida:
Note
que em nenhum momento consideramos a maneira antiga de tricotar,
onde se tomariam as medidas de cada cliente; cada peça imaginada
seria inteiramente calculada. Muitas pessoas levam mais tempo com
cálculos e amostras e medidas do que própriamente
produzindo a peça. As máquinas de tricô são
muito mais ágeis e rápidas do que esse sistema. Imagine
você mesma entrando numa loja; a vendedora toma suas medidas,
remete-as para a fábrica e você terá que voltar
em "X" dias para buscar sua roupa! Isso, calculado para
todos os consumidores, tornaria impossível a produção
de qualquer empresa, com custos tão elevados que não
haveria lucro algum.
A mesma coisa com o seu tricô. Trabalhar só sob medida
não é lucrativo, é extremamente desgastante
e inviabiliza a atividade quando se espera lucro.
Por
isso nos preocupamos em ensinar um tricô ágil, prático,
útil, que permita a você produzir um bom estoque de
peças, dentro dos padrões normais de tamanho (P-M-G,
etc), modelagem (moda) e acabamento.
Nos
preocupamos tanto em dar a você opções para
agilizar o aproveitando de sua máquina que disponibilizamos,
ao final do curso, um sistema próprio, exclusivo, para cálculo
instantâneo de esquemas (on-line), chamado ESQUEMA
INSTANTÂNEO. Para que você não perca
tempo e possa até mesmo fazer, aqui e ali, peças sob
medida, TENDO LUCRO.
Você
deve poder utilizar o potencial e a capacidade de produção
da sua máquina como uma excelente fonte de renda.
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| PEÇAS
E ACESSÓRIOS: uma necessidade |
Se temos uma máquina de tricô, sempre podemos precisar
de peças: é uma agulha que precisa ser trocada,
uma antena do tensor que quebrou, um transportador que partiu-se
e precisa ser substituido "já" ou um Manual de
Instruções que você não acha mais ou
não veio com sua máquina, etc.
Se
este for o seu caso, agora você pode ver preços,
encomendar, comprar e receber em casa, pelo correio, todo e qualquer
acessório que precisar. Em tempos de modernidade, ter um
fornecedor ao alcance do seu computador é importantíssimo.
Os
acessórios listados são os mais comuns mas, se desejar,
o serviço inclui até mesmo mesas, fronturas, máquinas
novas, tensores completos, jogos originais de cartelas, etc..
Se
desejar consultar ou adquirir alguma peça/acessório,
procure uma Assistência Técnica (veja a página
Assistência Técnica,
nesse site); algumas lojas de fios também fornecem peças
e pequenos acessórios (veja o item FIOS,
onde listamos algumas dessas lojas). As lojas que vendem máquinas
de tricô também os vendem (veja-as no item MÁQUINAS).
--***--
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| COMO
TECER MUITO SEM TANTO CANSAÇO |
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A
primeira coisa que uma tricoteira deve saber, claro, é cuidar de
si mesma. Estar bem; evitar estragar sua saúde, cuidar para que
seu corpo não seja prejudicado por sua atividade de tricoteira.
Tem que saber como usar a máquina de tricô sem acabar com os músculos
dos braços, dos ombros e das costas. Tricotar sem uma postura correta
provoca enorme cansaço!
Se
um automóvel "pifa", você já percebeu que as pessoas o EMPURRAM??
Por que será que elas não PUXAM o automóvel??? Será que não seria
mais prático?
Vejamos,
a grosso modo, uma das razões: Olhe, quando você EMPURRA um automóvel,
você usa o seu próprio peso corporal a favor do ato de empurrar.
Normalmente encostamos o corpo no carro e o inclinamos para frente,
numa posição que facilite o ato de empurrar, exatamente para acrescentarmos
a força do nosso PESO ao movimento de empurrar. Se você for PUXAR
um automóvel, terá que puxar DUAS coisas: o automóvel e o SEU próprio
corpo também! Por isso o ato de puxar é mais difícil e mais cansativo
do que o ato de empurrar!!
Na máquina de tricô, use dessa mesma lógica para diminuir sensivelmente
o cansaço. Sente-se exatamente de frente para o centro do trabalho
que está tricotando e coloque as DUAS mãos sobre o carrinho da máquina.
Isso já vai obrigá-la a sentar-se ereta, com os dois ombros na mesma
posição; essa posição dimini o esforço sobre
sua coluna. Como você vai fazer movimentos laterais, ou seja, para
os lados, precisará de apoio para isso. Deve posicionar as pernas
levemente afastadas de forma a que elas sirvam de apoio a este movimento
lateral.
Ao
tecer da DIREITA para a esquerda, empurre o(s) carrinho(s) da máquina
com mão direita. A mão esquerda fica no carrinho mas está, quieta,
descansando. Ela vai junto com o carrinho, quietinha, sem fazer
qualquer movimento ou esforço. Não a retire do carrinho, de jeito
algum!!!! Ao tecer da ESQUERDA para a direita, empurre o(s) carrinho(s)
da máquina(/frontura) com a mão esquerda. Agora a mão direita é
que vai descansar e ser levada pelo carrinho. Assim, amiga, seus
braços nunca precisarão fazer o movimento de PUXAR o carrinho.
Evite,
de todas as formas, puxar o carrinho. É o puxar que mais prejudica
seu corpo (ombros, braço, costas, etc.). No início você vai estranhar
muito esta posição e estes movimentos. Certamente terá mesmo que
se habituar à nova posição. Entretanto, uma vez habituada você não
conseguirá mais tecer de outra forma! Além disso, o correto posicionamento
fará BEM ao seu organismo e você se sentirá mais disposta e muito
menos cansada depois de horas de trabalho. Procure fazer intervalos
de 5 minutos a cada meia-hora/45 minutos de trabalho. Levante-se,
organize seus fios, tome um café, caminhe pela casa, faça uma costura
de acabamento; mas dê 5 minutinhos de folga às suas costas e braços
que, certamente, lhe serão muito agradecidos....
Se
você puder, procure ter uma cadeira dessas de escritório, com rodinhas.
Assim, sempre que precisar ir até a extremidade do trabalho para
diminuir, aumentar ou arrematar alguns pontos, poderá "ir" com a
cadeira junto, evitando inclinar-se, num verdadeiro contorcionismo
(o que faz muito mal). Ou então use DUAS (ou três) cadeiras, uma
ao lado da outra, o que lhe permitirá escorregar de uma para a outra,
facilitando seu acesso às extremidades do trabalho.
Comprar
uma máquina de tricô nova é fácil; mas músculos e nervos.......
impossível! Logo, cuide bem dos que você tem, proteja-os e ajude-os!
Tricotar NÃO faz mal, desde que feito da maneira certa!
Bom trabalho!
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