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EDITORIAIS
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OBSERVAÇÃO

 

 

 

 

 

CRISE


Quando a TV, os jornais, e a própria internet, comentam que as bolsas sobem ou descem, que a crise atingiu esta ou aquela empresa, por um certo impulso geral todos nós pensamos melhor na hora de comprar, gastar, investir. É uma reação de medo, de preservação do que temos e, claro, que não queremos deixar de ter.
É instintiva a reação de preservação; mas, ante a possibilidade de uma crise, é preciso muito mais do que isso. É preciso pensar e avaliar até o improvável: a sobrevivência de empresas (que pode ser difícil), o emprego (que pode não existir), o salário (que pode ser menor), etc. Pensar nisso é NECESSÁRIO, sem se deixar contaminar pelo alarmismo.

As pessoas, TODAS, devem planejar alternativas, soluções, atitudes, saídas, mudanças, opções. Como se faz isso? Analisando, preparando-se para a crise, planejando, estudando. Da mesma forma que você investe na melhor educação possível para um filho, preparando assim o futuro dele, deve planejar e investir no que pode ser o seu próprio futuro. Ter uma segunda opção de trabalho; saber mais que uma atividade, ter uma renda paralela à sua principal, contar com a família numa atividade alternativa que, exercida em conjunto, pode ser uma solução ao desemprego.

Estamos falando de tricô a máquina? Estamos. Se a sua paixão for o tricô, estamos. Se a sua tendência for o tricô, estamos. Mas o mesmo vale para quem tem paixão por costura, por crochê, por bordado ou por qualquer outra atividade própria (artesanal ou não). Vale a idéia de planejar alternativas familiares próprias que possam fornecer uma renda extra (esperamos que não precise ser a única...).

No que nos diz respeito, ressaltamos que este é o momento certo para planejar seu tricô a máquina. É no tempo da bonança que devemos nos preparar para os tempos difíceis (mesmo esperando que não cheguem). Agora é o tempo para você cuidar da sua máquina, deixá-la em perfeitas condições de uso. Este é o momento para fazer ou refazer seu estoque de fios (vale até ganhar fios como presente de Natal!), esta é a época ideal para você aprender a usar a máquina (manejo) sem filas ou horários apertados, com professoras completamente disponíveis e... calmas; este é o momento certo para você aprender a produzir todo tipo de roupa, novas técnicas, novas modelagens, roupas ótimas (este é o objetivo do nosso curso de confecção; podemos, pois, ajudá-la muito nisso).

O tricô, quando bem feito, fruto da criatividade e do conhecimento, é uma excelente opção sempre. É verdade que requer tempo de aprendizado (da máquina, das matérias primas, do mercado e das técnicas de confecção), mas tem vantagens únicas (pode ser feito por uma só pessoa, não requer investimento em aluguel, transporte, energia, tem baixo investimento em equipamento, aprendizado e matérias primas, horário a escolher, etc). Além disso, pode até beneficiar mais que uma pessoa (alguém que se encarregue dos acabamentos ou das vendas, por exemplo).

Se você não é do ramo (ainda), mas acalenta o sonho de ser uma tricoteira, talvez este seja o momento perfeito para você investir a sério no seu sonho. A qualquer tempo, tudo o que gostamos de fazer, e fazemos bem, costuma ser fonte de renda, satisfação, realização pessoal e sucesso; em tempos de crise, isso pode fazer a diferença entre chegar ao destino ou naufragar no meio da tempestade.

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VALOR REAL


Todas as pessoas que possuem uma máquina de tricô e gostam dela, na verdade NÃO gostam. Simplesmente AMAM suas máquinas. Se, no início desse convívio, a máquina assustava pelas suas enormes possibilidades, com o aprendizado, a prática e a desenvoltura, simplesmente nos apaixonamos por ela.
Se é verdade que ter um carro torna difícil passarmos a viver sem ele, quando temos uma máquina de tricô (e gostamos dela), é absolutamente impossível pensarmos em deixar de tê-la.

Torna-se um bem de valor inestimável porque, muito mais do que uma simples máquina, é nela que exercemos a imaginação, a criatividade; é nela que vencemos os desafios a que cada roupa nos submete; é dela que retiramos um sentido de realização pessoal único, um sabor de vitória inigualável; é nela que produzimos lucro, e muitas vezes este lucro nos permite concretizar sonhos, pequenos luxos, grandes alegrias.
Sem falarmos dos lucros que se tornam a única renda de algumas pessoas, do lucro que supre a necessidade adicional na renda familiar cujo salário teima em ser menor do que o mês.
 
Se você perguntar a uma tricoteira apaixonada, por quanto venderia sua máquina... saia correndo se não quiser ouvir o que não deseja!
Não se vende um filho, não se vende um amor, não se vende uma máquina de tricô quando parceira de uma atividade tão apaixonante. Portanto, não tem avaliação mensurável em dinheiro.

Estão ao alcance de todos, em qualquer banca de revista, edições e mais edições de revistas femininas com tendências de moda, sugestões, idéias.
Ainda agora, com o tricô forte e brilhando nas passarelas do mundo, é fácil encontrarmos roupas que vão de R$ 60,00 a milhares de reais. Blusas por R$ 3.000,00, vestidos de tricô por R$ 1.200,00, meros cachecóis por R$ 120,00. Blusas por R$ 400,00 são comuns em matérias de moda.
É facílimo encontrarmos, em lojas, roupas de tricô industrialmente produzidas que custam MAIS (e até MUITO mais) do que uma peça similar, produzida numa máquina de tricô doméstica.

Dói na alma de toda tricoteira feliz, abrir um jornal, ou "classificados" quaisquer, e encontrar anúncios de máquinas de tricô disponíveis por R$ 500,00, R$ 700,00, R$ 800,00. Um equipamento que poderia gerar esse valor em 30 dias de boa e correta utilização.

Todos os dias vemos pessoas que, para pagar alguma dívida mais urgente, decidem vender sua máquina de tricô, há muito escondida sob uma cama ou sobre um armário; saldam uma dívida que nem precisariam ter, se houvessem usado a máquina com um mínimo de aproveitamento. Desfazem-se da dívida entregando o equipamento que lhes poderia gerar renda adicional, satisfação pessoal, talvez até um outro patamar de vida.

Ante uma roupa de R$ 2.400,00 nos parece incompreensível que uma máquina de tricô, com a qual se pode fazer um infinito número de roupas, possa ser vendida por R$ 1.200,00.
Não cabe no coração de nenhuma tricoteira consciente, tão pequeno valor por um bem tão precioso. Mas nem é preciso pesarmos a paixão; basta uma simples avaliação matemática. Em sã consciência, alguém pode se desfazer de um bem que pode ser importante, agradável e prazeirosa fonte de renda?

Se você tem uma máquina de tricô, fixe os pés no chão, conscientize-se do que você realmente tem nas mãos. É um equipamento fantástico. Mas não é suficiente tê-la. É preciso usá-la, é preciso saber produzir (nela), é preciso poder gerar rendimenos, lucros (com ela).

Você precisa valorizar a máquina de tricô que possui. Ela tem um valor imensurável se você estiver capacitada a ela. Se estiver, vai se apaixonar, vai dar a ela o justo valor, aquele que dinheiro nenhum pode pagar: o da alegria que se tem ao tecer uma roupa única, exclusiva, que aquece o orgulho, que refresca a alma, que ilumina o sorriso, que nos permite realizar sonhos, pequenos luxos, grandes alegrias.

 

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ESTOQUE DE FIOS


A moda vinha sinalizando, avisando, mostrando, dando a entender. Ninguém pode dizer que não sabia, ninguém pode negar que não tenha sido avisado.

A moda pegou. O tricô instalou-se com força, e tanta e tão forte que, certamente, há de influenciar o verão, como já se vê nos comentários de moda.
Mas o tricô produzido nas máquinas "domésticas" não tem a mesma pressa do tricô industrial que já nem liga mais para o momento invernal e se volta ao colorido acalorado dos desfiles de verão.
Nós, tricoteiras, temos o privilégio de fazermos moda na hora exata da moda. Tecemos aqui e agora, podemos abastecer o mercado quando as indústrias já estão se preparando para o verão. Temos a imensa vantagem de podermos matar o frio
de quem, como sempre acontece, deixa para comprar sua roupa no durante do inverno e, muitas vezes, já não encontra mais o que necessita.
Mas...... quando o frio ajuda e a moda colabora, como neste momento do clima, toda a sua chance de lucro pode ir "neve abaixo" se você não tiver... fio!

Estoque de fio é a caderneta de poupança da tricoteira. É o investimento de maior lucratividade do mercado financeiro: você compra 1 quilo de fio por 25 (digamos), produz de duas a três peças com esse fio e vende cada uma delas por 40,00 (falemos de valores MÍNIMOS). Que investimento financeiro lhe daria esse lucro? Transformar R$ 25,00 em 80, 100 ou 120 reais?

Em qualquer loja de fios pode faltar preto, pode faltar branco, pode faltar roxo; mas não na SUA PRATELEIRA! Estoque de fios é a segurança da tricoteira: se ela souber manter seu estoque de fios, jamais lhe faltará qualquer cor! E isso ajuda a conquistar o mercado: se as pessoas querem roupas em roxo e ninguém mais tem, as SUA cliente vai saber que você é prevenida, organizada, cuidadosa e antenada com as tendências de cor.

Estoque de fios é a certeza de não ter prejuízos; você não perderá clientes por falta de matéria prima para produzir. É saber que você terá a roupa na cor que a sua cliente "mais gosta"; se você tiver, naturalmente, o cuidado de manter um registro das preferências de cada cliente.
Estoque de fios é a tranquilidade de que, mesmo não usando tudo, não haverá prejuízo algum: não estraga, não deteriora, não evapora, não se perde! Você continua tendo o seu dinheiro ali, em forma de um produto que vai gerar outro produto de maior valor.

Estoque de fio é economia de tempo e de dinheiro: imagine o que é sair à rua para comprar, a cada roupa vendida, mais "300 gramas" de fio para repor a matéria prima daquela venda. E quem pagará o tempo em que você estiver fora do seu trabalho, deixando de produzir outras peças, deixando de faturar? 2 horas significam praticamente 1 blusa para quem tricota habitualmente. Mesmo que significassem apenas 1 par de meias, é lucro que você deixa de ter.

Estoque de fios é tranquilidade: mantendo seu estoque, e até ampliando-o a cada ano, você nunca precisará gastar um volume maior de dinheiro de uma vez só. Repondo o fio gasto periodicamente (a cada 30 ou 60 dias), seu estoque estará sempre atualizado.

Conscientize-se, por favor, que o sucesso da alta temporada de faturamento depende exclusivamente do seu estoque de fios. De nada adianta boa vontade, conhecimento, tempo, frio, moda favorável, se você não tiver fio disponível para exercer sua criatividade (cores variadas), atender às preferências da sua clientela (cores preferidas pelas clientes) e abastecer o seu mercado durante todo o tempo.

Não deixe que o seu faturamento e o seu lucro fiquem "por um fio" distantes do sucesso. Estoque é a palavra chave, senhora tricoteira!

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Maio/Junho 2008

 

 

 

 

FÊNIX


Existem enormes interesses econômicos que se escondem por trás da palavra MODA. A cada semestre  a indústria da moda mostra o que está produzindo de novo (ou novamente), sob a denominação de "tendências". Investe milhões em shows e desfiles para que nós, consumidores, sejamos convencidos a usar essas tendências (de tecidos, cores, acessórios, etc).

Um dos segmentos mais injustiçados da moda, ao longo dos últimos anos, foi justamente o tricô; de todos os tipos, incluindo aí o tricô manual e até mesmo a arte do crochê. Aqui e ali uma e outra referência, apenas para não se mostrar cega à verdade das ruas.

E por que? Porque a atividade (semi-industrial ou artesanal), por ser individual, feita em casa (ou possível de ser feita, digamos), não gera altos investimentos em badalações de moda. Não patrocina estilistas, desfiles, exposições.
Mesmo assim, o tricô tem se mostrado vivo nas passarelas, durante décadas. Porque várias grandes estilistas NASCERAM DO TRICÔ, ou têm forte ligação com ele; é o caso de Teresa Santos (no Brasil) e de Stela McCartney (Londres). Além de muitos outros como Missoni, a mais famosa marca italiana no tricô.

Assim, e quase como uma guerrilha psicológica, tentou-se fazer o tecido industrial (do jeans à seda) esconder o conforto e a beleza da malha que veste a humanidade há séculos. Mas o tricô sobreviveu de mão em mão, de máquina em máquina e venceu o preconceito: as passarelas se rendem à moda que é verdadeiramente moda, porque imposta pelo uso. Não da passarela para o mundo, mas do mundo para as passarelas.

Enfim, o tricô ressurge forte em cardigãs, coletes, cachecóis, polainas, boinas, blusões. Tudo, em tricô, é moda; vale o tricô grande e grosso, feito à mão, e vale o tricô médio feito pelas nossas maravilhosas máquinas. Vale o trabalho de quem domina duas agulhas com maestria, e vale a maestria de quem comanda 200 agulhas (ou 110, ou 150...).

Nunca foi tão verdadeiro dizer que toda tricoteira é uma profissional da moda. Hoje, mais do que nunca. E nenhuma tricoteira pode ignorar ou desprezar essa verdade.
É mais que tempo de arregaçar as mangas. Hora de estabelecer estoques de fio, de idéias, de cores, de projetos. Organizar o que você já tem, fazer a lista de compra das cores que lhe faltam (por favor, cinzas, preto, vermelho, bordô e vinho, pelo menos), comprá-las, organizar a modelagem que vai usar nos coletes, vestidos, meias, boinas, casacos, etc.. Prever cartelas (o jacquard escocês impera nas tendências), planejar horários. Sim, se trabalhamos precisamos estipular horário de trabalho, transferir compromissos para dias e horários possíveis, etc., etc.. Afinal, quem não trabalha de forma organizada, não lucra adequadamente.

O tricô está no seu melhor momento "fênix", ressurgindo forte, poderoso; é preciso que também nós possamos renascer das festas, da preguiça gostosa das férias, para fazermos parte desse grande momento da moda. Afinal, se nunca tanto tricô desfilou nas melhores passarelas do mundo, é de se pressupor que nunca o SEU mercado esteve tão propício.

Portanto, você tem o cone, o esquema e a máquina (ou a faca, o queijo e a marmelada...); voe! Viva o seu momento fênix!

 

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Outono/2008

 

 

 

 

VERÃO


Não é de agora que dizemos "tricô é moda, e moda que você pode fazer".

Pois acredite nisso; nesse próximo verão o tricô estará nas melhores vitrines (provavelmente em todas). A malha de tricô não é mais, há muito tempo, privilégio do inverno; mas para o próximo verão a moda simplesmente decretou que o tricô é top.

E a explicação a essa tendência é lógica: a malha de tricô é dos tecidos mais ventilados que existem. Cada ponto de tricô cria um pequeno furinho no "tecido" do tricô. Se temos 130 pontos em uma única carreira, temos nela 130 furinhos. Se usarmos rendado, mesmo algum manualmente feito, com um furinho rendado aqui e outro adiante 10 ou 20 agulhas, estaremos criando ainda maior trânsito de ar entre a malha e a pele, o que refresca e alivia o calor.
Se você pensar em jeans, este tecido fechado, compacto e famoso que é usado também no verão, verá que a malha de tricô tem quilômetros de vantagens sobre ele. Portanto, não acredite mais nas idéias de quem só faz tricô no inverno porque, com toda certeza, são antigas.

Os fios brasileiros evoluiram décadas, em poucos anos. Fios sedosos, como os que contém viscose (só para citarmos um exemplo), nos permitem criar malhas bonitas, de caimento inigualável, fresquíssimas. Os fios "de algodão", que na verdade são 50% algodão e 50% acrílico, são excelentes. Fios 100% algodão, fabricados com tecnologia industrial das mais modernas do mundo, também já estão ao alcance da sua máquina de tricô. Isso sem esquecermos dos fios ecológicos (como o de bambú) e os que utilizam fibras sintéticas sim, mas produzidas com tecnologia que permite ótimas taxas de transpiração e resfriamento da pele.

E que dizer das modelagens? A moda atual convida ao tricô. Macacões soltinhos, saias godê, blusas absolutamente confortáveis e amplas (na largura ou no comprimento). Os franzidos e os balonês são totalmente perfeitos ao tricô que a sua máquina pode produzir!

Só não pergunte se há mercado para o tricô de verão. Ora, esta resposta você já tem. Ou você ainda acha que estilistas, malharias, fábricas, confecções, etc., iriam investir na moda tricô (para o verão) se o mercado não existisse? Em que planeta você vive?

Todas as desculpas possíveis já foram ditas por quem não sabe fazer tricô de verão. Menos a verdade. Para quem passou anos e anos tricotando exclusivamente para o inverno, é preciso abrir a mente, reaprender procedimentos, readaptar-se às texturas dos fios, ao comportamento deles na máquina, aceitar que se precisa aprender o tricô de verão. E aprender diz respeito a refazer conceitos, acostumar-se com o que a malha de verão nos oferece, nos permite, nos propicia.

Se você já tem uma máquina de tricô, olhe-a, finalmente, como uma fábrica de roupas. Ela NÃO É uma mera fábrica de blusas de lã. Ela está apta a produzir o ano inteiro, a fazer shorts, blusinhas, vestidos belíssimos, roupas sociais, conjuntos esportivos, diferentes, únicos, exclusivos; ela é uma fábrica de moda. Já descobriram isso as tricoteiras do Nordeste, do Rio de Janeiro (e de todo o litoral brasileiro); as do Mato Grosso, Amazonas, Pará, que tricotam o ano inteiro usando os fios que muitas tricoteiras mais ao sul do país nunca tiveram ousadia para experimentar.

A moda está aí; material existe a escolher (fios em cores belíssimas); conhecimento você pode adquirir (se não o tiver ainda) e o mercado está inteiro à procura de quem tricote bom gosto, qualidade, criatividade. Não poderia ser melhor, você não acha?
Portanto.... mãos à máquina!

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INTERESSE


Costumamos imaginar que não há nada melhor do que deitar-se à sombra, numa rede entre coqueiros, bebendo água de côco. É a imagem ideal do relax; mas... quem teceu a rede? Quem colheu o côco? Quem o abriu e o serviu? Quem pagou a rede, o côco e o garçom?

E abrimos revistas sonhando usar a roupa que Gisele veste; queremos a blusa que está na capa da revista, queremos o vestido que Fernanda Lima usa, queremos tricotar as roupas maravilhosas que "as outras" fazem. Tricô? Sim, há tricô por todas as vitrines, em absolutamente todas as revistas, em todas as tendências de moda (inclusive nas de 2008, já), na grande maioria das máquinas de tricô, e em centenas e centenas de agulhas. Mas há, ainda, quem pense que exitem redes vazias (e grátis) esperando pela sua preguiça, côcos geladinhos (gratuitos) aguardando a sua sede.....

Por que umas tricotam tanto e outras não? Porque algumas tricoteiras não conseguem entender que outras amarguem falta de mercado enquanto elas mal conseguem dar conta do que fazem? Por que algumas fazem um tricô lucrativo enquanto outras ficam tecendo a mesma peça por dias e dias? O que faz uma máquina de tricô valer o investimento (100 vezes!) enquanto outras acreditam que lucram vendendo (a máquina!) por qualquer 500/1000 reais?

Entusiasmo, conhecimento, capricho, determinação, INTERESSE. É emocionante de se ver o ânimo e a alegria de quem se realiza produzindo com criatividade, segura do que faz, vendendo sem medo do preço estipulado, sentindo-se merecedora do lucro que tem. É realizador vermos a tricoteira que investiga o mercado, que se adapta às necessidades da moda, que sabe o que e como fazer para que as peças tricotadas agradem e sejam desejadas pelas clientes. É impressionante vermos a diferença entre a segurança da tricoteira que faz, e sabe fazer, e o desânimo da que não consegue fazer um tricô que agrade a si mesma.

É preciso interesse contínuo. Ter alma de tricoteira. Enxergar tricô no modelo em jeans (é possível transformar essa idéia para o tricô da minha máquina?), registrar combinações de cores interessantes, modelagem diferente, pontos que lhe pareçam viáveis. É preciso ter visão de mercado, observar o que se usa, o que as tendências informam, o que as pessoas realmente vão adotar como moda. É preciso ser tricoteira 24 horas por dia, esteja você tecendo ou não! É preciso pensar tricô, enxergar tricô, amar o tricô.

Sem entusiasmo, sem dedicação, sem observação, sem INTERESSE pelo tricô não se consegue o sucesso que desejamos (ou precisamos).

Aprimore constantemente seus conhecimentos; observe o quando o tricô participa da vida das pessoas, da moda; note o quanto o tricô é importante no dia a dia de crianças, profissões, culturas. Se você tem uma máquina de tricô, tenha INTERESSE pelo tricô. Pesquise, aprenda mais, tricote. Este é o segredo de quem faz do tricô um sucesso, uma alegria, uma realização gratificante e lucrativa.

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TRICÔ TOTAL


Não é mais segredo para ninguém: está em todas as previsões, em todas as revistas, em todas as passarelas: o tricô é moda.

A expressão maior disso está na volta dos anos 60, que se pode ver, entre outras coisas, nos coloridos geométricos e nos vestidos de tricô. Vestidos que previlegiam todas as idades e favorecem qualquer guarda-roupa. Fantásticos quando usados como vestidos e melhores ainda quando usados como grandes coletões sobre leggings e básicas. Coletes que podem ser vestidos, mini-vestidos, maxi-pullover, como preferir tecer ou chamar.

Se você gosta do assunto e ainda não tem sua máquina de tricô, corra; está em cima da hora de providenciar a sua. Se você já tem, não exite um só momento, não espere, não perca tempo. Nunca esteve tão necessário tecer; nunca esteve tão fácil pensar em tecer.

Mais do que isso: até as cores estão ao seu lado. Cinza, marinho, bordô, uva e suas nuances; as fábricas de fio têm todas em suas cartelas de cores. Faça prontamente seu estoque; cores de tendência fortíssima, como o cinza, podem faltar no mercado e você precisa atualizar seu estoque, já.

Os vestidos de tricô pedem a malha da sua máquina de tricô. Ela tem a textura perfeita, a espessura exata para isso. Fios grossos demais deixam o vestido excessivamente pesado; fios finos e moles deixam os vestidos sem "corpo". É a malha das máquinas de tricô comuns que favorece esse tipo de produção. Você tem A FORÇA!

Criamos modelos básicos, simplicíssimos, para mostrar-lhe que a passarela pode ser aí, na sua sala. Buscamos inspiração em modelos que desfilaram (com sucesso) nas passarelas brasileiras para que você compreenda que a moda pode brotar da SUA máquina de tricô, e de forma simples, fluente, fácil.

O tricô, incluindo aqui nosso tricô a máquina, vem sendo valorizado em todo o planeta; não é à toa que vários vestidos, coletes e blusões desfilaram nas passarelas brasileiras.

Falta apenas você se conscientizar de que pode. A moda está aí, as cores são excelentes, a tendência é fortíssima, a máquina de tricô está ao alcance da sua mão. Em raros momentos se pôde antever uma possibilidade de lucro tão interessante. Mexa-se! É hora de tricô, é o momento de você acreditar em si mesma. O seu ânimo, o seu empenho, a sua criatividade, a sua motivação e a sua técnica podem assegurar-lhe ótimos lucros nos próximos meses.

Atente que a idéia da sobreposição permite que você teça para frios fortes e amenos; tricote peças (blusões/vestidos) sem mangas; acrescente casaquetos para momentos de frio mais intenso; crie roupas práticas com golas adicionais, faixas, boinas, chapéus que formem conjuntos interessantes.

É tempo de tricô total. Só falta você?! Pois então... venha!

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Maio/Junho/2007

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FIOS X MERCADO


Imagine que hoje seja dia de você fazer as compras do mês no seu supermercado preferido. Lista feita, tudo anotado, lá vai você. Arroz daqui, açúcar dali, óleo, margarina, sabão em pó, etc, etc. No caixa, a mocinha avisa: "-Minha senhora, não posso registrar suas compras. A partir deste mês nós só vendemos um mínimo de 10 quilos de arroz, 10 de açúcar, 5 latas de óleo, embalagem com 6 margarinas, 5 caixas de sabão em pó (e lá vai a sua lista toda sendo citada)".
O que você faria? Não compraria mais ali, é claro. E um outro supermercado, certamente, ganharia uma nova consumidora.

Pois é exatamente isso que acontece em alguns segmentos do comércio; algumas lojas VAREJISTAS, que existem para atender ao consumidor pequeno (por isso são lojas de varejo), passaram a estabelecer quantidades mínimas que, de tão grandes, estão muito acima do que muitos consumidores desejam ou podem comprar.
Enquanto isso as beneficia e diminui custos fiscais (de emissão de notas, por exemplo), uma imensa parcela dos consumidores fica sem ter a quem recorrer e, muitas vezes, sem ter onde comprar.

E o que é que o seu tricô tem a ver com isso? TUDO! Porque esta tem sido a grande queixa das tricoteiras que, inúmeras vezes, esbarram na quantidade mínima exigida por algumas lojas varejistas (de fios), inclusive nas compras feitas no balcão da loja. Agora imagine as pessoas que, por necessidade, compram a distância; muitas vezes desejam 2, 3 cones de fios apenas e acabam sendo pressionadas à compra de até 10 deles.

Quando é importante estimular o consumo de fios, permitir que as tricoteiras de baixa produção, as iniciantes e as novatas possam progredir para progressivamente se tornarem consumidoras de maiores quantidades, esses varejistas fixam-se no que lhes parece ser mais vantajoso e fecham as portas a esse mercado básico que, embora importante e tendendo ao crescimento, é aparentemente desconhecido por esse comércio.
Se existem custos que onerem o fornecimento de menores quantidades, por que não estabelecer preços acessíveis por limites de quantidade? Até 3 quilos, de 3 a 8 quilos, acima de 8 quilos, etc. Ou que sejam descontos por faixa de consumo, como é muito comum de se encontrar no comércio em geral: entre 3 e 8 quilos Y% de desconto, acima de 8 quilos o desconto é de Z%, etc.. Enfim, todo comerciante sabe como solucionar esse tipo de limite.

Imaginemos o varejo de botões. Como poderíamos comprar 8 botões para fechar um casaco? Que será do varejista de zíperes, alfinetes, entertelas, passanamarias, etc? Ou teríamos que comprar pelo menos R$ 150,00 para podermos satisfazer nossa necessidade de 8 botões?

Fica difícil de se conviver com a carência de atendimento a um nicho de mercado tão significativo; há um abismo, uma imensa distância entre o pequeno consumidor de fios e muitas das lojas varejistas.

As tricoteiras precisam de lojas de varejo que atendam ao pequeno consumidor, que necessite de UM CONE ou que queira apenas "1 cone de branco e 1 de amarelo", por exemplo; lojas que tenham a mentalidade moderna e utilizem atendimento on line, o sistema postal (amplamente difundido atualmente) e enviem quaisquer quantidades (inclusive pequenas) a qualquer cidade, onde quer que o consumidor esteja.
Lojas que se estruturem para um atendimento organizado (sistema próprio), de comunicação rápida (Internet) e entrega eficaz (sistema postal).

Os pequenos consumidores de fios (sejam tricoteiras ou não) querem crescer, produzir, oferecer um bom produto ao seu mercado, diversificar cores, tipos de fios; já é tempo de se pensar em encurtar essa distância entre o fio e esse tipo de consumidor. Para que amanhã existam mais e mais consumidores de boas quantidades que nem precisem dos limites hoje estipulados por algumas lojas, pois que seus limites serão outros, estipulados pela sua clientela, pelo muito que conseguem produzir e vender.

O comércio, inclusive o de fios, não pode mais se limitar ao seu bairro, a sua cidade. O mercado ampliou-se, agigantou-se, globalizou-se. O consumidor (inclusive o de fios) está por todos os lugares.

Falta um fio de disposição, de idéia, de modernidade, para termos lojas de varejo prontas a fazer, do pequeno consumidor, seu grande mercado.

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Março/07

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TRICÔ NOVO


E lá vamos nós. Ano Novo, vida nova, novos planos.
Certamente os desejos permanecem: queremos melhorar nossos sonhos, nossas realizações, nossa vida e, claro, a de todas as pessoas que amamos.

Seria ótimo planejar um novo emprego, melhor, de melhor salário; ou, quem sabe, uma nova atividade; ou até (e por que não?), MAIS uma atividade. Afinal, para realizarmos os sonhos de melhorar de vida e realizar novos planos precisamos de alguma renda adicional.

Se você ainda não pensou nisso, pense agora: que tal um tricô novo? Não aquele que se pode fazer exclusivamente como hobby, mas um tricô comercialmente viável, planejado, pensado, programado? Que tal um tricô que realmente possa lhe adicionar algum novo rendimento?

Esqueça os velhos conceitos como, só para citarmos um exemplo, o de que o tricô possa ser "do frio". É tão antigo esse pensamento que está fora de moda e de realidade! O tricô é algo novo, atual, conceitualmente uma roupa absolutamente prática, perfeita para o mundo atual, para o dia a dia atribulado ou para momentos do mais puro aconchêgo.
E se você ainda pensa que tricô é assunto para vovós, é mais que tempo de rejuvenescer essa idéia! O tricô hoje tem grande expressão na moda, famosas etiquetas da costura mundial enchem as passarelas de Milão, Nova Iorque e Paris com tricôs planejados, evoluídos, belíssimos, realizados por empresas altamente especializadas, pensados por estilistas do melhor gabarito!

Se você já tem uma máquina de tricô, ou pode ter acesso a uma, reveja todos os seus planos e encaixe no seu 2007 um tricô novo, prático, simples, fácil, moderno, criativo. Na esteira desse projeto você terá novos conhecimentos, uma nova visão da moda, uma atividade absolutamente apaixonante e uma renda adicional que pode, sim, ser extremanente importante na realização de seus outros projetos e sonhos.

Observe e pesquise o tricô de verão; não há loja sem ele. Blusinhas, tops e batinhas estão em todas as grandes lojas brasileiras. Isso prova que você pode (e deve) planejar seu tricô com nova mentalidade e objetivo: tricote com técnica e qualidade o ano todo. O novo tricô está em TODAS as estações do ano.

Não deixe que 2007 seja feito de dúvidas (vou fazer? vou conseguir? vou realizar?); faça-o de ação! É preciso conhecer, fazer, praticar, persistir, ousar, ter coragem e criatividade para tornar seu tricô diferente e desejado. O lucro é uma consequência natural do que investir em capricho, planejamento, conhecimentos e determinação.

Tenha um ótimo Ano Novo; faça um tricô novo!

Jan/07

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OS SEUS PRESENTES


Diz o ditado popular que santo de casa não faz milagres.

Talvez por isso temos a enorme tendência de achar que as coisas boas só acontecem com os outros. Conosco não, pois somos normais, pessoas comuns...
Se todo mundo compra seus presentes em lojas, hipermercados, shoppings... acabamos comprando também... por hábito.

Quando fazem a lista de presentes de Natal, é muito comum
que as próprias tricoteiras NÃO incluam coisas que elas próprias produzem. Ou seja, possuem uma fábrica de roupas mas, para presentear a família e amigos, compram roupa..... nas lojas. É mais ou menos como um esquimó querer comprar uma geladeira..... na África! Passa um enorme trabalho, gasta muito, se desgasta ... sem necessidade alguma porque gelo é o que mais tem "em casa"!!!!

Existem pessoas que produzem bijuterias lindíssimas e, cheias de orgulho, presenteiam com colares, pulseiras, brincos, etc.; outras, que produzem artesanato, presenteiam com enfeites, arranjos, etc., sempre frutos da sua arte e capricho.

Como se pode pretender que as pessoas valorizem nosso tricô se nem nós mesmas dermos a ele o valor e o reconhecimento que desejamos que ele receba.... dos outros?
Será que não acreditamos no potencial do nosso próprio bom gosto, no acerto da nossa criatividade, na qualidade do nosso trabalho?

Pensemos pelo lado financeiro: por que gastar R$ 50,00... R$ 60,00 em um único presente se é possível produzir presentes lindos, únicos, especiais, maravilhosos, por muito menos que isso? Gaste no máximo R$ 15,00 e produza uma roupa alegre, de verão, até com detalhes sofisticados: uma blusinha branca com acabamentos em lurex prateado; um micro short gracioso com uma flor de crochê aplicada, uma bermuda confortável e prática, uma blusinha em cor suave (rosa claro, bege, cru) com delicado bordado em pedraria, um top franzido, simples e super atual, que pode fazer par com uma mini saia ou uma calça de comprimento corsário ou capri...

Uma bata, uma frente única, um bolerinho de verão; são ou não são presentes perfeitos que qualquer mulher gostaria de receber?

Você PODE, sim, fazer presentes absolutamente perfeitos para sua família! Você conhece gostos, necessidades, tamanhos! Então teça meias quentinhas para a vovó, tops para as adolescentes, blusinhas para as adultas da família, coletes para os homens da casa. Ah, coletes? E por que não???? Homens adoram coletes!

Anime-se! Faça seus próprios presentes e divulgue o seu trabalho! Mostre o que você faz! Orgulhe-se do que você faz! Divulgue o que você faz! É isso que vai dar credibilidade ao seu trabalho; você mesma precisa ser a primeira pessoa a valorizar o seu tricô!

Liste, planeje, tricote seus presentes. Gaste pouco, agrade MUITO.
Mãos à obra!

Nov/Dez/06

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PARA QUE??


Considerando as belíssimas vitrines, tanta e toda roupa pronta disponível nas lojas, é de se perguntar: por que, para que e para quem tricotar?
Em primeiríssimo lugar, no mais alto degrau do pódio..... por você! Por você mesma, pelo SEU sentido de realização pessoal, pelo SEU prazer.
É essencial que, além da casa-filhos-escola-roupa-marido-compras, possamos ter um assunto só nosso, onde estejamos realizando algo que possamos chamar de "minha atividade". Nos inserimos no mundo dos negócios tratando de fios, de peças, de máquinas, de divulgação, de vendas. E cuidamos do estoque (de fios e de roupas já tecidas), e planejamos compras (fios, elásticos, botões, etc) e vendas. Por mais light que possa parecer todo esse conjunto de pequenos assuntos, você É uma administradora.

Deve tricotar para ativar, manter ou ampliar a SUA criatividade; para que você se sinta participativa, atuante profissionalmente, ativa num segmento comercial SEU. O senso comercial geral fica desenvolvido; aprendemos a lidar com custos, oferta, qualidade, preços; melhoramos a nossa visão do comércio em geral e passamos a ter uma noção ainda mais aguçada do real valor das coisas que compramos e das que vendemos.
Inúmeras pessoas devem tricotar como exercício de saúde: é preciso manter aguçadas a percepção, a lógica, a concentração, a memória, a dedução, a auto-crítica e a auto-estima. Inúmeras vezes a máquina de tricô é nossa melhor analista, nossa "confidente", nosso ombro amigo, nossa terapia.

Você pode tricotar para ampliar a renda familiar e vencer aqueles obstáculos assustadores dos "extras": o tênis necessário, o conserto imprevisto, o livro indispensável. Se o assunto for presentes, você pode PRODUZI-LOS, o que torna o extra muito menos sensível na sua conta do mês.
Você pode tricotar para ter exclusividade e conforto: trabalhando fora, a roupa única, prática, que você faz e ninguém no mundo tem igual, pode ser uma delícia inigualável. Um guarda roupas exclusivo e único tem o justo valor do orgulho que você terá em usá-lo. Mas não esqueça do conforto: se você tem na família quem nunca acha a roupa no tamanho certo (altas e magras, pessoas de braços super longos, etc), tricote para afastar o fantasma dos punhos 7/8, da manga que quase serve, do comprimento de blusa que por muito pouco não ficou.... um vestido. É confortável ter uma roupa certa, que nos permita estar seguras, confortáveis e bonitas.

Você deve tricotar para você mesma, antes de todos e de tudo. Porque você, com toda certeza, será sua cliente mais exigente! Justamente porque podemos fazer, e sabemos fazer, não tem como aceitarmos uma roupa que não tenha ficado dentro dos nossos parâmetros de qualidade, caimento, tamanho, etc. Conhecemos os defeitos, sabemos corrigi-los; portanto, exigimos de nós mesmas a qualidade que sabemos que podemos ter. Isso fará de você uma tricoteira fantástica. E não é impróprio dizermos que a família, e os que nos cercam, são nosso mercado mais seleto: além do gosto pessoal de cada um, VOCÊ mesma há de querer que estejam bem, com peças corretas, bonitas, adequadas.
É partindo dessas pessoas tão exigentes que o mercado cincundante (vizinhos, amigos, etc), vai conhecer a arte do seu trabalho, a qualidade das roupas que você produz.
Tricote PARA VOCÊ, sempre. Mesmo que a roupa se destine à sua cliente mais desconhecida, tricote para você, para o seu padrão de qualidade.

É certo que todos precisamos sobreviver, ganhar nosso próprio dinheiro. Isso é essencial, indiscutível. Mas ganhar dinheiro geralmente é uma consequência! Se você tricotar por você, com paixão, com gosto e com entusiasmo, se você tricotar para realizar um objetivo seu, se você tecer para satisfazer a sua própria noção de qualidade e beleza, certamente o tricô vai trazer-lhe ótimos lucros.

 

(Atenção: Tricocursos não vende máquinas de tricô; pesquise no item MÁQUINAS ou no CLASSIFICADOS, neste site)

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QUEM DEVE


A cada inverno várias perguntas invadem o horizonte de inúmeras pessoas: será que eu deveria comprar uma máquina de tricô? Será que vou gostar dela? Será que tenho aptidão "para isso"? Será que vou ganhar algum dinheiro com ela?

O primeiro ponto é perguntar: o que a levou a pensar no tricô à máquina?
Por exemplo: você já faz um bom tricô à mão e quer agilizar, melhorar a sua produtividade? Então isto significa que você já tem centenas de noções sobre o tricô e a compra da máquina é uma consequência natural. Nesse caso, não há dúvida de que você está no caminho certo. Vá em frente e compre logo a sua máquina.

Por que você teve esta idéia?
Se você vê a máquina de tricô apenas como uma alternativa profissional, é bom pesquisar com imensa profundidade o assunto. Ganhar dinheiro todas as tricoteiras querem. Mas é preciso saber que uma máquina de tricô não tem um botão liga/desliga que você aciona, fica olhando e a roupa sai pronta dentro de 10 minutinhos...
Você precisa verificar também se tem inclinação para essa atividade: você tem bom gosto na escolha de roupas? Você sempre foi observadora de peças feitas em tricô? Você tem alguma noção de costura manual ou bordado, modelagem, manuseio de uma agulha de costura manual? Se você tem aversão a esse tipo de atividade, repense os seus objetivos profissionais.

Se quando você descobriu o tricô à máquina isso lhe despertou centenas de sensações do tipo "puxa, que interessante; esta é uma coisa que eu gostaria de conhecer melhor; deve ser muito bom produzir roupas assim", então arregace as mangas e se entregue à pesquisa profunda do assunto. O tricô gosta de curiosidade, pesquisa, ousadia; a boa tricoteira é uma eterna curiosa, vive tentando descobrir coisas novas e não tem medo de tentar, de inovar, de ousar. O tricô à máquina, nesse caso, é perfeito para você.

Vou ganhar dinheiro nessa atividade?
A pergunta seria a mesma se você iniciasse qualquer outra atividade. Imagine abrindo uma padaria: investir (equipamento, instalação, etc), aprender a fazer o pão, aprender a administrar sua padaria, conhecer a matéria prima melhor e mais barata, ficar atendo à clientela, descobrir o que gostam mais. Repor o investimento na padaria e ganhar dinheiro vai levar quanto tempo? Dependerá do seu movimento; e este movimento vai depender do que? Da qualidade dos seus pães!
Pois assim é no tricô: você vai investir, aprender, praticar, descobrir o que o mercado gosta, vai aprender a administrar o negócio, vai ter que aprender sobre os fios. O tricô dá dinheiro, sim. É uma ótima fonte de renda mas NÃO admite imediatismo, pressa.
Por isso mesmo, faça todo o seu planejamento preventivo: você vai se aposentar no ano que vem? Então AGORA é a hora para comprar sua máquina de tricô, aprender a usá-la, conhecer fios, tricotar alguma coisa que já possa mostrar ao seu mercado (que pode começar no seu ambiente de trabalho); quando a aposentadoria chegar, você já vai estar pronta para lucrar com o seu tricô.
Você trabalha fora mas pretende ter filhos e trabalhar em casa? Pois aproveite enquanto trabalha fora para comprar sua máquina e preparar o tricô como sua atividade comercial futura.

Perdeu seu emprego e precisa ganhar algum dinheiro?
Nessa situação você precisa levar em conta que é necessário TEMPO para preparar sua nova atividade. A máquina de tricô pode ser muito interessante como fonte de renda mas nada elimina a necessidade de investir, estudar, treinar, pesquisar o mercado, etc.

Será que tenho aptidão para essa atividade?
É bem verdade que existem pessoas que são excelentes costureiras; outras são fantásticas artesãs, outras são artistas, atletas, pintoras, etc. A máquina de tricô é absolutamente envolvente e apaixonante, mas requer que você goste de enfrentar novidades, desafios. Você pode nunca ter nem mesmo visto uma máquina de tricô, mas se estiver disposta a descobrir tudo dela, se achar que o desafio é estimulante, então jogue fora todos os medos. Prepare-se para uma paixão arrebatadora (lembre-se: a máquina é apaixonante!), enfrente o novo desafio com a certeza de que vencerá. Você acredita em você, certo? Então você pode, você deve viver essa emoção. Compre já a sua máquina!


(nota: Tricocursos não vende máquinas de tricô; pesquise no item MÁQUINAS ou no CLASSIFICADOS, neste site)

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FIO A FIO


O outono está a pleno vapor, deliciosamente frio e estimulante; é mais que tempo de estarmos abastecidas de fio. Não se pode imaginar que uma tricoteira precise sair de casa, ir até uma loja qualquer de fios para comprar "as 300 gramas" necessárias à roupa que pretenda fornecer a uma cliente. Isso "pertence" à quem só tricote uma e outra peça eventual ou a quem lide com tricô manual. Aí sim, compra-se o fio em gramas.

Mas a máquina de tricô oferece mais; você pode MUITO MAIS na sua máquina de tricô. Você precisa encarar um estoque de fios como sendo a sua caderneta de poupança. Você precisa abastecer esta sua poupança para que ela lhe renda bons lucros. Se você quer faturar no inverno, produzir e lucrar bem, É PRECISO investir em fio.
O que vale a pena comprar? Quanto?
Relacione as cores infalíveis, que jamais hão de ser demais no estoque de qualquer tricoteira: preto, branco, vermelho, marinho, azul jeans, ferrugem, marron, café-com-leite, bordô, bege, cinza escuro, cinza claro. Cores eternas que você vai usar a vida toda. Não há inverno sem elas. Portanto, ter um cone de 1 quilo de cada uma dessas cores pode poupar-lhe inúmeras "idas à loja", várias e várias horas no trânsito. Não se impressione com o nome das cores; vale a cor, não importa se é marrom ou "café". Importa que você a tenha no seu estoque.
Cores adicionais podem ser o uva, o lilás, o rosa médio (ou "rosa antigo"), o caramelo, o verde militar. Uma cor "tijolo", um abóbora....

Sempre que puder, compre um cone inteiro na cor desejada (de 1 quilo, como os fios industriais HB 2/28) ou 4 cones de 250 gramas (se o fio for 3/15). Vá aumentando o seu estoque médio normal, do mesmo jeito que imagina fazer com uma caderneta de poupança. Todo mes uns 2 ou 3 quilos de fio A MAIS. Pense que cada quilo de fio adquirido significa 3 peças possíveis de serem produzidas. Então você gasta R$ 20,00 e tem fio para produzir o equivalente a PELO MENOS R$ 60,00 de produto. Portanto, no momento exato da compra o seu investimento já lhe assegura lucratividade certa. E que lucratividade!
Sabe quanto demoraria para que esses seus R$ 20,00 virassem R$ 60,00 numa caderneta de poupança bancária? ANOS!!!! Mas você pode ter em casa 10 quilos de fio que podem lhe render o equivalente a 30 peças de tricô que você pode vender num único mês ou em 3, ou em 5 ou em 6 e ainda assim seu retorno financeiro será excelente como investimento.

Ah, mas e se o inverno for ameno? Minha amiga, fio não estraga nem precisa ser congelado. Portanto, o que você não usar vai continuar sendo INVESTIMENTO e vai continuar a significar 3 peças por quilo de fio guardado! Pense nisso!

E você pode mesclar um estoque de fios de inverno E DE VERÃO. Sim, peças leves, rendadas, feitas em fio de verão, mesmo que de mangas compridas, são perfeitas para frios amenos. São ótimas para o inverno da Bahia, do Ceará, do Rio de Janeiro ou para os dias "meia estação" tão comuns no intermédio das frente frias intensas. Você pode tecer usando 2 fios de verão e 1 de inverno, sem grilos e sem problemas!

Enfim, de fio em fio podemos fazer um estoque ótimo. De cone em cone podemos criar um estoque vigoroso e estimulante, que nos dará segurança, agilidade, produção mais tranquila e a certeza de que cada centavo investido é faturamento que você pode realizar.

Estoque é lucro. Estoque é poder atender ao seu mercado com tranquilidade; estoque é certeza de que pode produzir combinando cores, mesclando tons,
De fio em fio, teça a sua poupança, semeie o seu estoque e colha ótimos lucros.

Julho-Agosto/2006

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FILHOS


A correria já se estabeleceu: o comércio não nos deixa esquecer que Maio é mês de pensarmos nelas, as mulheres de todas as vidas: mães e noivas.

Sim! Que noiva, dos tempos idos, não lembra do indispensável sonho de ganhar, no casamento, uma maravilhosa máquina de costura? Qual avó não teve uma? Qual mãe não usou a máquina de costura da vovó? Quantas mães não deixaram às suas filhas, como herança afetiva forte, uma usada e amada máquina de tricô? Quem não viu uma vizinha ou tia tricoteira enchendo de roupas gostosas e quentinhas todos os invernos da família?

Mas a industrialização comeu nossos sonhos e afogou todas as mulheres na tentação das vitrines convidativas! Sem a realidade do fazer, do criar, do vestir a casa, e todos os filhos, com os tecidos que suas mãos costuravam ou com as malhas que teciam maravilhosamente nas suas máquinas de tricô.

A moda refez caminhos e sugere um retorno à criatividade tão exclusiva do artesanato e do artesanal. Máquinas de costura e de tricô voltam aos sonhos de quem ainda pode exercer sua criatividade e agasalhar filhos, netos, noras, genros. Sem esquecermos que isso representa, também, a possibilidade de uma renda extra que pode ser extremamente interessante!

Quem sabe não está ao alcance da sua gratidão realizar o sonho de quem ainda tem muita e tanta energia para se emocionar de alegria, vibrar de contentamento, esbaldar-se de felicidade ante um presente tão especial? Esqueça os perfumes que a vaidade já não necessita mais; esqueça o chinelinho que não leva mais a novos caminhos; dê à mãe da sua vida algo que a faça sentir-se criativa, admirada, realizada! Desafie-a a sentir-se produtiva e participativa! Dê a ela uma máquina de tricô! Dê-lhe um novo desafio!
Ganham todos os filhos: da alegria ímpar de se realizar um sonho, a nova postura animada e dedicada que a atividade fatalmente ocasiona; ganha a mãe, em relacionamentos (na fornecedores, clientes, vizinhas, amigas, etc), ganha a família em roupas exclusivas, tecidas com um carinho único e impagável.

Falando em valores, uma boa máquina de tricô já não está mais distante do orçamento de "filhos unidos que jamais serão vencidos". Com toda certeza uma pesquisa vai causar-lhe uma ótima surpresa.

Não pense no Dia das Mães como o preencher de um momento obrigatório. Pense em iluminar a vida dessa mulher que, se criou VOCÊ e venceu tantos desafios no dia a dia da vida, tem plena capacidade de retomar um sonho e criar para si uma realidade de conquistas e de uma nova realização pessoal.

Maio-Junho/2006

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RENDAS E RENDADOS


As vovós as usavam cheias de orgulho; eram o máximo de sedução a que o recato lhes permitia.
Rainhas (e até reis), não eram nada sem suas roupas, babados e golas maravilhosamente rendadas. O vazado artístico do tecido sempre foi sinônimo de sofisticação, riqueza (porque poucos podiam tê-los) e, por consequência, também de poder.

Como a moda é saudade, quando se inspira no passado, ou é esperança (quando tenta antecipar o futuro), ciclicamente a história da moda registra a valorização das rendas e todo tipo de rendado. Agora, por exemplo, as rendas e assemelhados estão em todas as vitrines.

Mais um motivo, e um ótimo motivo, para você fazer sua máquina de tricô brilhar! Sua "coleção outonal", sua produção pré-inverno pode perfeitamente ser construída sobre essa capacidade maravilhosa que a sua máquina de tricô tem! E não estamos falando de "carro de verão". Com ele ou sem ele, é hora de você tecer RENDADOS!
O que é uma renda? Furinhos cuidadosamente organizados como um desenho, preferencialmente delicado, que dão uma ventilação adicional e uma charmosa sensualidade ao tecido.

FURINHOS! Se você tem carro de verão na sua máquina, então não haverá perdão a que não seja usado em casaquetos, blusinhas, mangas, boleros.
Se você não tem carro de verão, é hora de tentar criar conjuntos de furinhos que causem um ótimo efeito sem grande trabalho manual. Sim, furinhos organizados. Listras horizontais, verticais ou diagonais de furinhos feitos a cada 4 ou 6 carreiras, florzinhas de 4 ou de 6 furos feitas a cada 10 carreiras, agrupamento de rendado no estilo "motivo único", como um grande losango todo furadinho ou o contorno de pequenos losangos sobrepostos que cortam a blusa de alto a baixo apenas entre as agulhas 10 e 30 da esquerda. Enfim, a sua criatividade pode muito mais.

A má notícia é que existem incontáveis máquinas que TÊM CARRO DE VERÃO, são capazes dos rendados mais espetaculares que não são feitos por absoluta falta de aprendizado e treinamento. Pior que isso: já houve quem desrecomendasse o uso do carro de verão; só se pode imaginar que o desconhecimento seja a base para esse absurdo; não há outra possibilidade.

Uma das boas vantagens do rendado é que ele permite a proteção na medida certa para frios menos intensos. Você pode fazê-lo usando fios de verão (casacos leves, boleros) ou usando fios de inverno (casaquetos, boleros e blusas). O rendado, em fios de inverno, fica maravilhoso. Mangas rendadas, em blusas lisas, dão um efeito sofisticado e elegante.

Experimente aprender, treinar, praticar muito os rendados que podem ser feitos na sua máquina. Há um oceano de possibilidades que a moda, e a sua máquina, permitem fazer só com o rendado. Este pode ser o grande diferencial, aquele algo a mais que a sua produção pode ter este ano. As suas clientes, e os seus lucros, vão adorar essa novidade.....

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OBSERVAÇÃO

 

Sempre que você tiver à mão uma revista feminina, dê-se ao trabalho de olhar, foto a foto (o que inclui os anúncios publicitários), quantas vezes você vê roupas de tricô e de malha (mesmo que industrial).

Analisando incontáveis publicações, até mesmo as internacionais, nota-se claramente que situações de conforto e aconchego habitualmente mostram pessoas vestindo tricô. Malhas finas, justas ou confortavelmente soltas, vestem as situações que demonstrem dia a dia (trabalho, andanças pela cidade). Nas edições de moda, claro, o tricô não pode faltar: vai do twin set básico aos cardigãs necessários.

Os estilistas de fama mundial não dispensam tricô nas suas coleções (especialmente as de inverno): Stela McCartney é entusiasta do tricô, só para citarmos UM exemplo; sua coleção inverno desse ano traz vestidos de tricô belíssimos. Stela é inglesa e suas coleções desfilam em Londres, Paris, Milão, Nova Iorque.

Para 2006 há uma tendência ainda maior à valorização do tricô; de todo tipo de tricô (do manual ao industrial). Os segmentos voltados à produção artesanal ou artística levam vantagem porque têm o toque personalizado que se deseja: são bordados, crochê, pinturas, etc., que adicionam à moda tricô o valor da exclusividade.

Independente de férias, praia, sol e mar, fique atenta ao movimento sutil mas firme que o tricô está fazendo; mais que aparecer anônimamente em revistas, está sendo inserido abertamente nas maiores vitrines da moda.
Isso tem tudo a ver com você. Toda tricoteira é um ponto de referência para essa tendência. Você precisa acompanhar esse crescimento da valorização da sua própria atividade. Você precisa ter consciência que o seu tricô É PARTE dessa tendência, você faz parte da cadeia produtiva que se origina nela.

Abra os olhos a todo tipo de tricô que lhe seja possível ver: das revistas às passarelas. Anote, treine, inspire-se nos modelos vistos. É tempo de observar, planejar o seu futuro imediato - o próximo inverno. Janeiro trouxe o inverno da imprensa - a moda inverno 2006 desfilou no São Paulo Fashion Week. Dali em diante o objetivo da produção brasileira, incluindo o de toda tricoteira, ficou definido.

Portanto, não se desligue do tricô só porque há um clima de férias no ar. O bom gosto não tira férias, a criatividade não se desliga, a nece$$idade não adormece. Há tricô vibrando na moda internacional, há tricô sendo planejado nas grandes marcas do ramo; observe, anote, inspire-se. A produção que você fará, o estoque que você terá e o seu futuro lucro, agradecem!


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